Skip to content


Richard Saul Wurman

A convite das responsáveis pela Newsletter de Ciência da Informação redigi uma pequena resenha biográfica acerca de uma personalidade associada à Ciência da Informação. A minha escolha foi para o arquitecto Richard Saul Wurman, reconhecido por muitos como o pai do conceito “Arquitectura da Informação”.

Resenha biográfica de Richard Saul Wurman

Fonte da imagem: http://traveler.nationalgeographic.com/2009/03/one-on-one-text/1

Fonte da imagem: http://traveler.nationalgeographic.com/2009/03/one-on-one-text/1

Tornar o complexo claro.

Richard Saul Wurman nasceu em 1935, na cidade de Philadelphia – EUA. Este formou-se em arquitectura em 1959 e é mestre em arquitectura pela Universidade da Pensilvânia. Autor de mais de 80 obras, o seu percurso como docente levou-o leccionar em universidades como Princeton e Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), entre outras, além de passagens como professor visitante em Cambridge, Inglaterra, e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), de 1993 a 1997.

Em 1991, recebeu o prémio Kevin Lynch do MIT e, entretanto, foi distinguido várias vezes com o National Endowment for the Arts; e bolsista das fundações Guggenheim, Graham e Chandler. Foi nomeado membro do Fórum Económico Mundial de Davos, realizado na Suíça, em 1994, e incluído na lista “Elite 100”, em 1997 e 1999, pela revista Upside – uma selecção anual das personalidades mais influentes dos Estados Unidos nas áreas da comunicação, tecnologia, finanças e governo. Em 1984, criou as famosas conferências TED (Technology, Entertainment, Design), dirigindo-as até 2002, data em que estas passaram a ser organizadas pela fundação sem fins lucrativos The Sapling Foundation.

Mas, afinal, qual a relação deste arquitecto com a Ciência da Informação?

Em 1962, ao lançar o seu primeiro livro, este assumia a grande paixão da sua vida: tornar a informação compreensível.

Este, como membro da comissão organizadora da Conferência Nacional do American Institute of Architects (AIA), em 1976, ao observar a ansiedade que a informação provoca, propôs a criação de uma nova disciplina – designada de Arquitectura da Informação -, tendo como principal objectivo a organização da informação de modo a que os utilizadores possam assimilá-la com facilidade. Mais tarde, a expressão ‘arquitectura da informação’ foi explanada em pormenor no seu livro Information Architects, no qual definiu o arquitecto da informação como “o indivíduo que organiza os padrões (…), cria a estrutura (…) da ciência da organização da informação”.

A Arquitectura da Informação proposta por Richard Saul Wurman iniciou-se, numa primeira fase, centrada nos meios impressos, sobretudo na produção de guias, mapas e atlas. Contudo, os seus conceitos alongaram-se a outras áreas que vão desde a infografia à criação de modelos de exposições interactivas para museus, até à estruturação de imagens radiográficas para uso no campo da saúde.

Actualmente, uma das áreas que está a ser mais explorada no seio desta disciplina é o planeamento e organização de websites e de portais de informação. Com o grande boom da informação digital na Internet, há uma necessidade premente na estruturação e organização dos blocos de informação dos websites visando a melhoria da ‘encontrabilidade’ da informação por parte dos seus utilizadores.

Como se pode constatar, grande parte da actividade de Richard Saul Wurman centrou-se na área da Organização e Representação da Informação, um dos três campos de estudo e actuação da Ciência da Informação.

Entre as principais obras neste domínio destacam-se os best-sellers Information Architects (1997); Information Anxiety (1989); e, Information Anxiety 2 (2000). Richard Saul Wurman dedicou grande parte da sua vida à procura de novas soluções para a chamada doença característica do mundo moderno: a ansiedade de informação. Segundo ele, o antídoto é a compreensão – o importante é tornar as coisas compreensíveis.

De acordo com esta personalidade, nós ‘somos o que lemos! Quer na nossa vida pessoal, quer na profissional, somos julgados e avaliados pela informação que utilizamos. A informação que consumimos molda a nossa personalidade, serve de alicerce para as ideias que formulamos e dá um enquadramento contextual à nossa visão de mundo. O que decidimos ler e o que resolvemos deixar de lado é, deste modo, uma das decisões mais críticas que tomamos’. E, por fim, quem lê vive mais.

Fontes de informação:

http://paginas.fe.up.pt/~newsci/

Partilhe:
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • email
  • LinkedIn
  • Technorati
  • Twitter

Posted in Arquitectura da Informação.

Tagged with , .


0 Responses

Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.



Some HTML is OK

or, reply to this post via trackback.